Dentre essas atividades educativas, encontra-se o “Teatro de Floresta”, que surgiu no ano de 2004, como fruto da preocupação do instituto em educar ambientalmente crianças e adolescentes, para que através da experiência lúdica do teatro, seja semeada a conscientização necessária às futuras gerações,para que se desencadeiem os processos de construção de um futuro sustentável.

Acredita-se que o individuo que quando criança teve contato com as lições transmitidas pelo “Teatro de Floresta” pode ser encarado como um possível agente multiplicador ambiental, e é nesse poder de irradiação social das crianças que Instituto ASFLORA acredita.

Preocupações em torno de questões sócio-ambientais vêm desencadeando a realização de diversas experiências na área da Educação Ambiental o que a explicita enquanto necessária aos processos de constituição de um futuro comum sustentável.

No entanto, tais práticas de educação ambiental em contesto amazônico não têm apresentado a visibilidade necessária, por conseguinte, não têm tido o impacto esperado pela resposta da sociedade, principalmente no que diz respeito aos municípios. Dessa forma, apresentar, discutir e analisar as experiências realizadas no Estado do Pará, bem como promover um encontro dialógico entre elas, torna-se algo de extrema necessidade na medida em que a construção deste diálogo possibilita tornar as práticas de Educação Ambiental mais visíveis na região, e com isso também potencializar tais práticas através dos Agentes Ambientais.

As evidencias da degradação dos recursos naturais, como a degradação das matas ciliares e nascentes de rios, e as perdas da qualidade de vida fizeram surgir iniciativas para a resolução desses problemas através de algumas práticas de Educação Ambiental. A preservação do meio ambiente implica ações básicas de educação que não separem a problemática ambiental da realidade das prováveis consequências impactantes.

Baseado no conceito ecológico de plantar árvores nativas para formação de florestas naturais em cada região de origem, o Professor Emérito da Universidade Nacional de Yokorama, no Japão, “Akira Miyawaki” desenvolve a 36 anos em mais de 330 localidades em todo o mundo um método para recuperar e criar ambientes semelhantes aos das florestas nativas.

O método idealizado pelo professor Miyawaki originou-se da combinação de conceitos sobre o potencial da vegetação natural, que ele teve oportunidade de estudar na Alemanha Junto ao Prof. Dr. Reinhold Tuexen, e sobre a idéia tradicional japonesa das Florestas-santuário. Com projetos desenvolvidos no Japão, Malásia e no Chile, entre outros países, a metodologia também vem sendo utilizada na Amazônia brasileira.

O trabalho do Prof. Miyawaki que chefia o Instituto de Pesquisa do Centro Japonês para Estudos Internacionais em Ecologia (Japan Center for Internacional Studies in Ecology – JISE) chegou ao Brasil no ano de 1992, através da Mitsubishi Corporation e da EIDAI do Brasil Madeiras S/A. A partir do ano de 2000 a Asflora deu início ao trabalho, onde em 2005 foi realizado o 1º Plantio Miyawaky na área do Laboratório da AIMEX.

O sistema Miyawaki prevê um plantio adensado com 2 a 3 mudas por m2, com plantio aleatório, sem definição de espaçamento entre as mudas. São utilizadas espécies pioneiras, intermediárias e tardias, em proporções diferentes. Algum tempo após o plantio começa a haver uma competição natural por luz e nutrientes contidos no solo, formando assim uma nova floresta.

O Instituto ASFLORA desde 2013 desenvolve um outro projeto de Sistema Agroflorestal na Várzea.
Esse projeto tem o Intuito de ampliar o Sistema agroflorestal para a proteção de Floresta na várzea( ilhas) para a Conservação dessa Vegetação Ciliar.

Hoje sabemos a necessidade dessa preservação, pois o Açaí é a grande fonte de rentabilidade desses povos ribeiros da nossa Amazônia.